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Como fazer um PGR do zero

Gabryella ParticaGabryella Partica
06 de maio de 202610 min de leitura
Como fazer um PGR do zero

O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é o documento que organiza como sua empresa identifica, prioriza e reduz os riscos do ambiente de trabalho. Para fazer um do zero, você precisa de sete passos: definir o escopo, mapear ambientes, levantar perigos, avaliar e classificar riscos, montar o inventário, criar o plano de ação e manter tudo vivo. E sim — quem cuida da jornada de trabalho tem um papel central nisso, principalmente depois da atualização da NR-1.

A boa notícia é que muita coisa que você precisa para o PGR já está nos seus dados de ponto. A gente vai mostrar onde, como e por onde começar.


O que é o PGR?

O PGR é o plano oficial da empresa para enxergar e tratar os riscos no trabalho. Ele lista o que pode dar errado, classifica por gravidade, define o que será feito para reduzir cada risco, com prazo e responsável.

O PGR não vive sozinho. Ele faz parte do GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), exigido pela NR-1, e é o que prova que sua empresa não está só “torcendo para nada acontecer”. Em resumo, o PGR tem dois entregáveis principais:

  • Inventário de Riscos — o mapa do que existe e onde dói.
  • Plano de Ação — o que vai ser feito, por quem, até quando.
Fonte: Giphy

Por que o ponto importa no PGR?

Para começar, a jornada de trabalho é uma das maiores fontes de risco psicossocial em qualquer empresa, e desde a atualização da NR-1, isso entrou oficialmente no PGR.

Pense só no que o seu sistema de ponto pode mostrar todos os dias:

  • Picos de horas extras em alguns funcionários (sobrecarga);
  • Escalas com folgas mal distribuídas (fadiga e estresse acumulado);
  • Atrasos repetidos da mesma pessoa (sinal de algo errado);
  • Absenteísmo crescente em determinada equipe (clima ruim, conflito, exaustão);
  • Banco de horas estourado sem compensação (pressão silenciosa).

Tudo isso é evidência de risco psicossocial. E evidência é exatamente o que o auditor da NR-1 vai pedir. Por isso a gente afirma com tranquilidade: quem domina o controle de ponto já tem meio caminho andado para um PGR robusto.


A NR-1 mudou, e o que muda no meu PGR?

A atualização da NR-1, que passa a ter caráter punitivo em 26/05/2026, fez uma coisa que parecia óbvia mas não era: incluiu de forma explícita os fatores de risco psicossociais dentro do GRO, ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.

Na prática, agora é obrigatório considerar coisas como:

Esses fatores precisam aparecer no inventário do PGR, com tratamento no plano de ação. Os problemas de uma empresa vão além do ruído da fábrica ou do produto químico do laboratório, a saúde mental virou pauta legal e auditável.

Além disso, a NR-1 não diz como você precisa medir o risco psicossocial. Ela exige que você meça e tenha registro. Quem capta sentimento da equipe de forma contínua sai na frente.


Quem precisa elaborar o PGR e quem está dispensado?

A NR-1 não exige que um profissional específico assine o PGR. O que ela exige é que o documento tenha responsável formal pela organização, com data e assinatura. O ideal é montar um time com as funções:

  • SST (Saúde e Segurança do Trabalho) traz o método técnico.
  • Lideranças descrevem como o trabalho realmente acontece.
  • RH e DP entram com os dados de pessoas, incluindo os de jornada.

Quem fica de fora? Apenas dois casos, segundo o portal oficial Gov.br:

  1. MEI (Microempreendedor Individual) — está dispensado. Mas se o MEI prestar serviço dentro de outra empresa, essa empresa precisa incluí-lo no PGR dela.
  2. ME e EPP de grau de risco 1 ou 2 — podem ser dispensadas, desde que confirmem perfil de baixo risco no levantamento preliminar (sem exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos) e façam a declaração digital de SST prevista na NR-1.

Fora isso, é PGR para todo mundo.


Como fazer um PGR do zero em 7 passos

Aqui você consulta o passo a passo direto. Você pode aplicar e apresentar para seu time mesmo se nunca encostou no assunto antes.

Passo 1 — Defina o escopo e quem participa

Decida onde o PGR vai valer: empresa toda, uma unidade, um setor, uma atividade específica. Quanto mais recortado, mais útil. Documentos genéricos e sem especificação não valem para uma auditoria.

Em seguida, monte o time. SST, lideranças operacionais, RH e DP. Se você é responsável pelo ponto, você é parte desse time. Seu acesso a dados de jornada é insubstituível.

Passo 2 — Combine os critérios de risco

Antes de mapear qualquer coisa, defina como sua empresa vai medir um risco. O modelo mais comum cruza duas variáveis: 

  • Severidade (o quanto o dano pode ser sério);
  • Probabilidade (a chance daquilo acontecer).

Esse alinhamento evita aquela discussão estéril de “acho grave” versus “acho tranquilo”. Todo mundo passa a usar a mesma régua.

Fonte: Sistema ESO

Passo 3 — Caracterize ambientes e atividades como elas são

Antes de listar o que pode dar errado, descreva o que existe. Áreas, processos, equipamentos, escalas, turnos, picos de demanda, terceirizados, home office. Quanto mais fiel à rotina real, melhor.

Esse passo parece moroso, mas é o que faz seu PGR não parecer copiado da internet.

Passo 4 — Levante perigos e fatores de risco

Agora sim você responde: o que pode causar dano aqui? Liste tudo, dos riscos óbvios (queda, ruído, calor) aos que entraram com a atualização da NR-1 (sobrecarga, assédio, isolamento).

Separar perigo (a fonte do dano) de risco (a chance do perigo se concretizar) ajuda muito.

Passo 5 — Avalie e classifique cada risco

Aplique os critérios do passo 2. Cada risco recebe uma nota: alto, médio, baixo, ou outra escala que você definir. Essa classificação é o que vai dizer o que entra primeiro no plano de ação.

A regra é simples: o que é mais grave e mais provável vai para o topo da fila.

Passo 6 — Monte o Inventário de Riscos

O inventário é o documento que reúne, organizadamente, tudo o que você levantou. Cada linha traz: o risco, onde acontece, quem é afetado, qual o nível, e quais controles já existem.

Pense nele como o mapa oficial. Sem inventário, o PGR não existe.

Passo 7 — Crie o Plano de Ação e mantenha vivo

Agora você transforma prioridade em decisão. Para cada risco que precisa de ação, defina:

  • O que será feito;
  • Quem é o responsável;
  • Qual o prazo;
  • Como saber que foi feito;
  • Qual o custo, se houver.

Pronto: inventário + plano de ação = PGR de pé. A partir daí, o trabalho é manter tudo vivo. Atualize quando muda processo, quando entra tecnologia nova, quando acontece um incidente, e nos prazos legais (vamos falar disso já já).


Onde a TiqueTaque entra: capturando sentimentos

Aqui a gente conecta os pontos, a NR-1 exige evidência de que você está medindo e tratando riscos psicossociais. Ótimo. A pergunta é: como capturar isso sem virar um projeto gigantesco?

A TiqueTaque já tem isso pronto, integrado ao mesmo sistema que você usa para gestão de ponto.

Termômetro de Sentimentos

Funcionalidade do módulo de Engajamento que permite criar pesquisas rápidas de clima, com periodicidade definida por você. O funcionário responde em poucos segundos pelo aplicativo TiqueTaque (iOS e Android) ou pelo sistema. Pode até deixar um comentário de até 240 caracteres, só a gestão tem acesso a esses comentários, garantindo a confiança da equipe.

Os dados saem em relatórios exportáveis por mês ou por pesquisa, em PDF, XLSX ou CSV. É exatamente o tipo de evidência que sustenta o inventário do seu PGR.

Como aplicar no PGR, na prática:

  • No inventário — use os relatórios para registrar o nível de risco psicossocial percebido por equipe ou setor.
  • No plano de ação — quando uma equipe acende vermelho, você tem o gatilho documentado para agir.
  • Na revisão periódica — o histórico mostra se a ação funcionou ou não, sustentando a melhoria contínua.

TiqueZen, seu bem-estar direto na palma da mão

Gestores e funcionários podem acessar exercícios de respiração, conduzidos pelo TiqueBit (nosso mascote) diretamente pelos aplicativos TiqueTaque e TiqueTaque Gestor. Está incluso em todos os planos, sem custo extra.

Por que importa para o PGR? É uma medida de prevenção a riscos psicossociais. Você está oferecendo, dentro da rotina, uma ferramenta concreta para reduzir estresse. Isso vai no plano de ação como controle ativo.

A vantagem de ter tudo no mesmo lugar

Quando o sentimento da equipe mora no mesmo sistema que a jornada, você cruza dados que outras empresas não conseguem. Imagine ver, na mesma tela:

  • O time X teve mais horas extras no mês de abril.
  • O termômetro do time Y caiu de 4.2 para 2.8.
  • O absenteísmo subiu integralmente em março.

Esses dados estão presentes na TiqueTaque como um plano de ação que protege funcionários, evita afastamento e blinda a empresa em fiscalização.


Perguntas frequentes sobre PGR

PGR é o Programa de Gerenciamento de Riscos. É o documento exigido pela NR-1 que organiza como a empresa identifica, avalia e controla os riscos do ambiente de trabalho, e incluiu, desde 2025, os riscos psicossociais.

Quase todas. Apenas o MEI está totalmente dispensado, e ME ou EPP de grau de risco 1 ou 2 com perfil de baixo risco confirmado podem ficar de fora, desde que façam a declaração digital de SST.

A NR-1 não obriga uma profissão específica. O que exige é responsável formal pela empresa, com data e assinatura. Idealmente, o documento é construído por SST, lideranças e RH/DP em conjunto.

O GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) é o conceito amplo. O PGR é a forma documental concreta de fazer o GRO acontecer no dia a dia. Você não faz GRO sem PGR.

Não. O consultor de SST traz o método técnico exigido pela norma. O que a TiqueTaque faz é fornecer dados, evidências e ferramentas que sustentam o trabalho, principalmente na parte psicossocial e na rastreabilidade da jornada. Os dois se complementam.

Por dois caminhos: o Termômetro de Sentimentos captura o estado emocional da equipe com periodicidade e relatórios exportáveis (evidência para o inventário); e o TiqueZen entrega exercícios de respiração guiada como medida ativa de prevenção (entra no plano de ação). Tudo isso no mesmo sistema do controle de ponto, gratuito ou como complemento, dependendo do plano.

Pode e deve. Horas extras concentradas, atrasos recorrentes, absenteísmo, banco de horas estourado e folgas mal distribuídas são sinais reconhecidos de sobrecarga e estresse. A NR-1 valoriza evidência baseada em dados.


O próximo passo

Fazer um PGR do zero parece grande, mas vira gerenciável quando você divide em sete passos e usa o que já tem. Os dados da sua gestão de ponto são ouro para o inventário psicossocial. Some a isso uma forma rápida e contínua de ouvir a equipe, e você sai do “documento decorativo” para um PGR que protege de verdade.

Quer ver como o Termômetro de Sentimentos e o TiqueZen funcionam dentro de um sistema que você já usa para registrar ponto? Conheça a TiqueTaque gratuitamente e veja na prática como sua adequação à NR-1 pode caber dentro da rotina que já roda.

Tags:#Gestão de negócio#Gestão de pessoas#Gestão de RH

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